Grupo de sócios do CAP se prepara para expedição ao Tupungato, em janeiro de 2020.

Relato Primeira Saída Oficial de Treinamento para o Cerro Tupungato

Por Thiago Bim Char

Finalmente, tarde do dia 30 de agosto 2019, sexta-feira feliz, dia de ir para montanha, fazer a primeira saída oficial de treinamento para o cerro Tupungato 2020 – bom, a montanha de destino viria a ser confirmado duas semanas mais tarde. Depois da difícil e longa hora e meia para sair da selva de pedra paulistana rumamos eu, Carlos, Jessica e César para o Vale do Paraíba pela via Dutra e em mais hora e meia já nos encontrávamos na bucólica cidade de Piquete aos pés da Mantiqueira. Passados mais 30 minutos chegávamos ao nosso destino do dia, Abrigo do Seu Dito na base do Marins, como chegamos tarde, 00:30, fomos direto para cama sem muita conversa.

No dia seguinte, sábado, despertamos às 6:00 para o café da manhã, onde encontramos o restante do grupo, Corneto, Rafael, Thiago Caetano, Guilherme, Wagner e namorada. Partimos um pouquinho depois das 7h e, como era um treino, estava propositalmente com excesso de peso: aproximadamente 20 kg, compensados durante o jantar pelas duas garrafas de Malbec que levei!

Na saída para o treinamento, o grupo posa lado a lado, ainda no estacionamento, onde ficaram os carros.
O grupo partindo para o primeiro treino oficial ao Tupungato 2020

Azimutamos para o morro do Careca utilizando a trilha que inicia na capela logo atrás do abrigo. Passados aproximadamente 50 minutos, chegávamos no Careca, onde houve uma pequena pausa para reagrupar, passar protetor solar e partir novamente direção Marins-Marinzinho. Estávamos em um bom ritmo quando, no trecho de escalaminhada, encontramos um outro grupo mais lento que nos forçou a reduzir, após alguns minutos conseguimos ultrapassar o grupo e retomar nosso ritmo.

Alteração de rumo

Por volta das 9:00h, paramos na intersecção das trilhas do Marins e Marinzinho. Durante esse breve descanso, o Corneto sugeriu alterar o roteiro. Após uma rápida discussão, decidimos substituir o camping após a Pedra Redonda pelo camping no Marinzinho, para possibilitar fazer o cume do Marins, já que alguns não tinham feito.

Sendo assim, partimos para o Marinzinho e fizemos seu cume aproximadamente às 10h. Após um rápido reconhecimento da área encontramos o espaço para o camping, esse privativo, abrigado, com as dimensões exatas para as nossas 3 barracas e vista privilegiada das terras mineiras à noroeste. Instalamos nossas barracas e finalmente tiramos um descanso mais prolongado, comemos para repor as energias para partir para o Marins.

Acampamento no Marinzinho, o grupo sentado ao lado das barracas.
Acampamento no Marinzinho

Cume do Marins

Já eram uns 30 minutos passados do meio dia quando partimos para o Marins. Corneto, com a desculpa de ficar para descansar, não foi! Partimos leves: água, snack, Anorak e os itens essenciais de sobrevivência, no caminho encontramos o Wagner e a namorada que decidiram acampar no pé da subida final para o Marins. Após uma breve e agradável prosa, saímos para o ataque final e, por volta das 14:00h, estávamos no cume do Marins. Ali ficamos por algum tempo apreciando a vista, filosofando e fazendo novas amizades.

Grupo no cume do Marins.
Grupo no cume do Marins

Às 16h, com saudades do Corneto, 😘, partimos de regresso para o camping. No final da grande rampa, já próximos do Marinzinho, avistamos o saudoso Corneto no seu cume buscando pelo regresso dos seus pupilos!

De volta ao camping, às 17:30h, iniciamos de pronto o preparo do tão esperado jantar, pois o esforço calórico do dia foi intenso e a janta seria nossa recompensa. Saboreando os nossos Malbecs jantamos contemplando o pôr do sol e nesse ambiente, cheio de sensações e experiências, mais uma vez testemunhamos porque nós, loucos Montanhistas, metemo-nos nesses empreendimentos sem sentido para os que não compreendem a beleza dessa simplicidade! Após o jantar,  tivemos uma sessão de dúvidas e recomendações do Corneto para as altas montanhas. Depois ficamos jogando conversa fora até o sono chegar e todos se retirarem para suas barracas.

Dois montanhistas sentados, contemplando o por-do-sol no Marinzinho, ao lado do acampamento.

Mudança de clima

A noite estava linda, com o esplendor reluzente da Via Láctea. Eu, Carlos e Jessica, que estávamos dividindo a barraca, decidimos deixar as mochilas para fora para ganhar mais espaço. Péssima decisão… no meio da noite, tivemos que sair correndo para recolhe-las com chuva no lombo. A chuva acabou se tornando um chuvisqueiro e passou após uns 40 minutos.

Na manhã seguinte, despertamos às 06:00h. Desmontamos as barracas e, durante o preparo do café da manhã, vimos uma massa chuvosa chegando do Vale do Paraíba, à sudoeste: sinal que as coisas iam começar a ficar interessantes, 😜! Finalizado o café da manhã, terminamos de ajeitar as mochilas, colocamos nas costas e iniciamos a descida de regresso para o Abrigo dos Marins.

Fotografia da vista do Marinzinho, com nuvens se aproximando.

Retorno com chuva

No final da primeira descida, a chuva nos pegou. Baixamos pela grande rampa, recebendo emocionantes rajadas de vento! E assim fomos até o início do trecho de escalaminhada, onde a chuva cessou: céu azul de novo que nos ajudou a chegar seguros e secos no abrigo.

Selfie tirada pelo autor, com o grupo retornando da caminhada sob  chuva.

Ainda teremos que evoluir bastante para conseguir colocar nossos nomes na história do Cerro Tupungato, mas essa primeira saída mostrou que temos um grupo forte e determinado. Que venha Pedra da Mina, via Paiolinho!

Thiago Bim Char
21/09/2019      


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