Grupo de sócios do CAP segue se preparando para a expedição ao Tupungato, em janeiro de 2020.

Relato da Segunda Saída Oficial de Treinamento para o Cerro Tupungato – Pedra da Mina via Paiolinho

Por: Thiago Bim Char e Carlos Augusto Biehl

Tarde do dia 27 de setembro de 2019, ansiedade na veia em mais uma sexta-feira feliz, dia de ir para montanha novamente, fazer a segunda saída oficial de treinamento para o cerro Tupungato 2020. Devido a compromissos individuais o grupo conseguiu partir somente às 21:40, o que acabou nos poupando do caótico trânsito paulistano.

Depois de passar em um drive-thru para comprar alguns hamburgueres rumamos nós, Thiago e Carlos, com o Thiago Caetano e o Caio para a simpática cidade mineira de Passa Quatro. Após três horas de viagem sem paradas, já nos encontrávamos no destino do dia: a aconchegante pousada da Marisol, o Refúgio Rosental.

Sem titubear, nós iríamos direto para a cama, com a expectativa do próximo dia. Foi quanto soubemos pela Marisol que havia outro grupo ali que também iria para a Pedra da Mina: o grupo contava com um montanhista muuuuito experiente. Quem seria??

O início da caminhada

Alvorada às 6 horas para café da manhã e quem já está ali na mesa do café? Corneto! Nosso mestre e puxador de ritmo, nesses treinos de montanha!

Pegamos os carros para mais uma hora e meia de estrada de terra e quando chegamos ao início da trilha Corneto deu as diretrizes: uma hora até a bifurcação da panela (que ainda está lá, bem enferrujada), virar à direita e depois outros 30 minutos até o acampamento dos colegas, que já tinham chegado na sexta-feira.

Demais instruções do Don Corneto: se virem!

Com o grupo reunído, começamos o trekking propriamente dito. Depois de menos de uma hora de caminhada e o grupo andando forte, eis que surge um cavalo branco no meio da trilha, lindão! Foi meio surreal o avistamento, mas vários “ooooh, ooooh, ooooh” e o garanhão nos deu passagem.

Subidas icônicas

Seguimos até o início do Deus me Livre, a subida icônica! Realmente, ela faz jus ao nome: escalaminhada íngreme, desafio bacana, ainda mais com 20 kg nas costas! Nos reagrupamos novamente no final da subida e a partir daí há uma série de pequenos morros que justifica o nome Serra Fina, com caminhada pela crista, totalmente exposta para ambos lados. Descobrimos que além do Deus me Livre existem duas outras subidas, Jesus me Ajuda e O Diabo que me Carregue… bem, esses nomes foram criatividade do grupo!

Uma montanha para nós!

Chegamos ao cume um de cada vez, sendo o primeiro após 5h45min da partida. Logo percebemos que a montanha era toda nossa naquele dia! Acampamos perto do livro e após a reunião de fechamento do dia com o Corneto, apreciamos o espetacular pôr-do-sol, embalado pela gaita do companheiro Márcio.

Depois do jantar e com as barrigas forradas, aproveitamos para uma breve prosa de montanha, enquanto finalizávamos os vinhos antes de dormir!

Seis horas da manhã. “Alvoradaaa”, grita empolgado Don Corneto! Recolhemos acampamento e após o rápido café da manhã saímos com vento forte e garoa, aquele clima bucólico e inspirador que só quem dorme no cume tem direito a apreciar. Ficamos um pouco para traz, Thiago e Carlos, apreciando nossa nova receita gourmet de montanha: tortilha com queijo prato e bacon crujiente, 😋👌!

As lições da descida

Depois de alguns erros de orientação devido à cerração forte, encontramos a trilha e impusemos um ritmo forte, bacana! Descemos rápido, com alguns escorregões, mas nada de grave e após 3h30min já estávamos de volta aos carros.

Pedra da Mina foi muito importante para o grupo refletir sobre a necessidade de um preparo físico mais amplo e direcionado. Alguns grupos musculares, como os de descida, não são bem estimulados em treinamento de cardio como corrida ou bicicleta. É necessário – e vamos atrás disso – um treinamento complementar direcionado para esses grupos musculares.   

 
Thiago Bim Char e Carlos Augusto Biehl
12/10/2019

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